OUTROS MUNICÍPIOS
Chapada dos Guimarães
Nossa Senhora do Livramento
Santo Antônio de Leverger
Várzea Grande
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| ECONOMIA |
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PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS
Industria e comércio. Na agricultura cultivam-se lavouras de subsistência e hortifrutigranjeiros. Destaque para o sempre crescente mercado do turismo. |
| GEOGRAFIA |
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FORMAÇÃO GEOLÓGICA
Testemunho geológico indicam a origem do município na faixa Móvel Brasiliana, retrabalhada posteriormente. Coberturas Dobradas do Proterozóico, com granitóides associados, Grupos Paraguai e Cuiabá.
BACIA HIDROGRÁFICA
Grande bácia do Prata. Contribui a do Cuiabá.
CLIMA
Tropical quente e sub-úmido. Precipitação média anual de 1.750 mm, com intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro. Temperatura média de 24.ºC maior máxima 43.ºC, e menor mínima 0.ºC |
| HISTÓRIA |
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Origem Histórica - O primeiro homem branco a pisar terras cuiabanas, a quem a história registrou, foi o bandeirante paulista Manoel de Campos Bicudo, no período de 1673 a 1680. Chegou à confluência do Rio Cuiabá com o Coxipó, batizando-o de São Gonçalo e seguiu adiante na tentativa de descobrir as célebres Minas dos Martírios.
Seu filho, Antonio Pires de Campos, em 1718, acampou no mesmo local, que rebatizou como São Gonçalo Velho, e guerreando com os índios coxiponés, aprisionou dezenas para vendê-los em São Paulo.
No fim desse mesmo ano Paschoal Moreira Cabral chega de novo a São Gonçalo para aprisionar índios, mas os seus bandeirantes terminam por encontrar ouro. Em 1719, em São Gonçalo Velho, a 8 de abril, Moreira Cabral lavra a ata de fundação de Cuiabá. Dois anos depois o arraial foi mudado para o Rio Coxipó acima, no local denominado Forquilha, e em outubro de 1722, com a descoberta das Lavras do Sutil, no córrego da Prainha, todo o arraial da Forquilha foi para ali transferido. Hoje, as Lavras do Sutil, se situam sob a Igreja do Rosário, em pleno centro da capital.
A 1º de janeiro de 1727, Cuiabá recebe foro de vila por determinação do Capital General de São Paulo, passando a se chamar Villa Real do Senhor Bom Jesus do Cuyabá. Em 17 de setembro de 1818, por Carta Régia de D. João VI, a vila do Cuiabá é elevada à categoria de cidade.
Muitas hipóteses já foram dadas, no correr dos tempos, sobre o significado do nome Cuiabá. Fazedor de cuia - gente caída - cuia que vai - índios Cuiabases - homem que faz farinha - índio do Pantanal - Pantanal mato-grossense - madeira líquida - lugar de pesca com arpão - cuia rodando - gente forte - índio das águas - nação das cuias - mulher corajosa.
Mas essas explicações vão muito mais pela lenda e tradição do que pela referência a registro histórico confiável.
Recentemente, apareceu uma nova teoria, bastante sólida e documentalmente bem instruída, baseada em uma carta do padre Jesuíta Agostinho Castañares a D. Rafael de la Moneda, Adelantado da Província do Paraguay, escrita em Assunção em 16 de setembro de 1741.
A esse padre fora dada a incumbência de efetuar certas diligências, pelo governador paraguaio, com a finalidade de constatar se as minas de Cuiabá e de Mato Grosso estavam ou não em território castelhano.
O padre Agostinho Castañares, em dado momento de sua informação, textualmente diz:
[...] Está fundada dicha ciudad, segun tengo entendido, al princípio del lago de los Jarayés, yendo de aqui de esta banda del rio en tierra confinante con la de la Assunción, sobre el Arroyo Cuyaverá, que segun el mapa entra del este en el rio Paraguay, y del arroyo tomaria la ciudad la denominación de Cuyabá.
O texto menciona a palavra Cuyaverá, e restaria, no caso, saber o significado dessa palavra obviamente guarani.
O senhor Brasilides Brites Fariña, professor de gramática e semântica guarani na Universidade Nacional de Assunção, consultado a respeito do texto do padre jesuita, bem como do significado da palavra Cuyaverá, analisando a consulta com outros professores, investigando velhos documentos espanhóis e pesquisando detidamente o assunto, assim respondeu:
[...] Pero la etimologia que aporta lo missionero Agustin Castañares, cuya contracción seria Cuyabá, a mi entender se origina de : KYYA = nutra o lontra en portugues, y VERÁ = resplandeciente. Seria entonces una especie de roedor de los pantanos de piel grasosa y brillante. [...] Evidentemente CUIA es KYYA y VA de VERÁ = resplandecente por la piel mojada del pantano. Es mi opinión, salvo mejor parecer documentada.
Portanto, para o referido professor, a palavra Cuyaverá é originária de uma corruptela de Kyyaverá, e significa RIO DA LONTRA BRILHANTE.
E quem teve oportunidade de ver os bandos de ariranhas, em seu alegre nadar e mergulhar pelos rios da região, efetivamente pode constatar a veracidade do estudo etimológico do professor Brasilides. No ato de mergulhar e sair do rio, em seu pêlo sedoso e aveludado molhado pelas águas, os raios de sol fazem refletir um intenso brilho, resplandecente, fulgurante. Esse brilho chama realmente a atenção de quantos observam as alegres evoluções desses animais em suas brincadeiras dentro dos rios.
Assim, provavelmente os índios Paiaguás, em suas atentas perambulações por todo o pantanal, observando essa interessante ocorrência, a quantidade de lontras e ariranhas que no Rio Cuiabá tinham o seu habitat natural, chamaram-no KYYAVERÄ ou Rio da Lontra Brilhante. Por corruptela de palavra, por aglutinação etimológica, virou CUYAVERÁ mencionado pelo Padre Agostinho Castañares em sua carta de 1741. E obviamente os bandeirantes pioneiros, ainda no século XVII, em suas incursões pela região das Vacarias, por corruptela etimológica, transformaram o rio CUIAVERÁ em CUIAVÁ, e por conseguinte, CUIABÁ, com que, no início do século XVIII, os bandeirantes batizaram o nome do arraial (...y del arroyo tomaria la ciudad la denominación Cuyabá...). |
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